18 de nov de 2011

Manifesto da Imperfeição



E quem disse que nada é perfeito?
Quem falou que amor tem que durar pra sempre?
Amo tanto, e tão intensamente,
que o amor é no meu ser algo simples,
as pessoas complicam,
falam que ninguém é perfeito,
que somos meros mortais, normais, de carne, osso e desejo.
Somos e por isso somos perfeitos.
Como é perfeito um sorriso, um olhar, um toque, um suspiro.
Ah, um suspiro, é muito perfeito.
Àquele ao pé do ouvido, que nos arrepia a espinha e mexe com tudo, TUDO.
Amor, é gostar, fazer o bem, nem que seja por um segundo,
quantas vezes já amamamos fazer algo tão intensamente que nos confundimos até com o algo a ser feito,
como escrever esses versos,
Amo, já amei diversas vezes e amarei quantas vezes mais que ainda nem sei,
Amigos, familiares, namoradas, amantes, crianças,
Crianças, seres perfeitos, puro, lindos,
verdadeiros anjos, que perdem com a idade sua a capacidade de fazer os outros sorrirem, sem saber porque.
Tem coisa mais perfeita que amar uma música, àquela que nos lembra até do cheiro que sentimos naquela ocasião?
Amor não acaba, se transforma, em amizade, admiração, saudade, raiva,
nada é como agente quer, mas e daí?
O máximo que podemos fazer é aceitar e aproveitar.
Quem teve razão, se é que tem razão?
O que importa é ser feliz e viver em paz.
Não tenho religião, mas não sou pagão.
Sou do bem, um eterno amante das pequenas coisas, da coisas perfeitas,
que por serem imperfeitas, são muito mais perfeitas.
Paremos, por favor, de falar coisas que só nos levam a nos diminuir.
Eu sou perfeito, todos nós somos. Perfeitos com nossos erros.
Eu te amo, e amo muito tudo isso. É bom amar, não se negue a isso. E por favor, nunca duvide disso.
Estamos aqui para viver, amar e sermos perfeitos para os outros e principalmente para nós mesmo.


Emerson Reinert Pereira Tokarski

Um comentário:

mayumi kinjo disse...

Olá Emerson,
Eu estava perdida nas páginas da internet até que encontrei seu blog. Parabéns pelos textos e poemas, gostei muito de todos, desse em especial, ele traduz muita coisa que, querendo ou não, deixamos passar sem nos manifestarmos.
Parabéns